quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PAI É PAI! MÃE É MÃE!

A palavra pai só ganhava o seu encanto quando se referenciava a Deus. Quem já não ouviu alguém dizer: ¨meu Deus, meu pai, me proteja!”, “Deus, meu pai me abençõe”, ¨Ó pai eterno me ajude”. Fora desse contexto, o pai era tido como sendo o homem, o forte, o “brabo” e até mesmo representava a figura do medo para alguns filhos. Lembro-me que até já ouvi de alguns filhos, (não dos meus) na disputa da morte entre o pai e a mãe batiam o martelo dando preferência à sepultura para o pai, era um desprezo, parecia uma coisa cultural. A mãe sim é quem merecia ter todas as honras do mundo. Era a santa e poderia até ser comparada com Nossa Senhora. Quem não a comparava e ainda compara, hein!

Lembro-me, quando criança, de um versinho popular que dizia: “carrego papai no bolso e mamãe no coração”. Ora, carregar no bolso alguma coisa nada mais era do que ser descartável. Será que era porque o dinheiro anda no bolso? Poderia deixar papai em qualquer lugar. Observe que geralmente quem tem bolso era o filho. Imagine que a filha não carregava o pai em lugar nenhum...

Quantas vezes qualquer ato falho cometido pelos filhos vinha sempre acompanhado com as frases: “Vou falar para o seu pai”; “Fique quieto que seu pai vai chegar”; “Seu pai vai lhe bater”. Por que isso? Porque o pai era o bicho papão. Com isso, reforçava-se mais ainda que o pai fosse o repressor.

Até o chamado Dia dos Pais, contendo apenas no calendário como sendo o segundo domingo do mês de agosto, era como se fosse um dia qualquer, sem homenagens, sem referencial, inclusive nas propagandas da mídia que ao se referirem aos presentes para os pais era tão sem vida...

Até mesmo no espaço familiar já presenciei a mãe dizendo para os seus filhos: “ vamos comprar um “presentinho” para seu pai, qualquer coisa tá bom, ele não liga muito pra isso mesmo”. E em algumas escolas era até falado desse dia, mas sem nenhuma expressão. Interessante é que a figura do pai nunca estava relacionada a nenhuma divindade e santidade.

O filho, por sua vez, era instigado e carregava um sentimento de que o poderoso chefão era o valente, mas mesmo assim não comparava o seu pai a nenhum santo e nem mesmo um São Jorge que se apresentava montado num cavalo e com uma espada matando o dragão. Não tinha nada de santo.

Mas as coisas foram mudando, não sei na cabeça de alguns filhos, já ouvi até essa afirmativa: “pai é pai e mãe é mãe”, isso vinha a fortalecer o fato de que cada um tem o seu espaço especial no coração do seu filho. Não sei com que intensidade e grau de sentimento.

O ser pai nos dias de hoje tomou outro rumo na consciência dele mesmo e na vida de seus filhos. Quantos pais antes de sair para trabalhar contemplam e buscam o seu filho para beijá-lo? Quantos pais antes de sair de casa já deixam o alimento pronto para seus filhos?Quantos pais compõem músicas de ninar para seus filhos adormecerem, sentindo o afago dos seus braços e a batida de seu coração? Quantos pais com saudades de seus filhos pontuam uma lágrima solitária escorrendo pelo rosto? Quantos pais sorriem lembrando-se de uma graça feita pelos seus filhos e preocupam-se com o seu bem estar? O pai que olha nos olhos de seu filho e o chama de filho amado; o pai que chora, compartilha e que canta para alegrá-lo e que não representa mais o cifrão e nem o temeroso, mas sim um homem frágil com sentimentos que inundam a alma.

A máscara colocada no rosto do pai por algumas pessoas inconsequentes foi retirada. A competição estabelecida entre o pai e a mãe sobre quem é o “melhor” e o “pior” foi diluída com o tempo e com as ações. Assim, o ser pai flui entrelaçado na convivência, no amor e no respeito dos seus filhos.

Não carreguem papai no bolso, porque o seu coração de filho é enorme!

Feliz Dia dos Pais!

Profº MSc. Celso Almeida de Lacerda

sábado, 4 de setembro de 2010

O Bebê do VÔ!

Opa! Seu VÔ está aqui

Você através de um sonho

Há oito dias

Apresentou-se pra mim

Com um sorriso suave

Um olhar sereno

Um rosto angelical

Nesse meu sonho tinham várias pessoas

Mais você se curvava por muitas vezes numa cadeirinha

A minha procura naquela multidão

Me chamou a atenção

E quando nos encontramos fixamos o nosso olhar

E com o seu sorriso tão leve e pontual

Anunciava a sua chegada

Obrigado, mil obrigado meu bebê

Por teu vô te ver

E poder agradecer a Deus

Pelo presente do céu

O seu Pai Celo, o meu filho amado e a minha e sua e querida mãe Fabiola

Esperam por você.

Todos nos esperamos

Todos nós vibramos por você

E essa energia de felicidade

Que alegra a minha alma

Te espera

Venha como a aurora meu bebê

Que na sua simplicidade

E com seus raios de brilhos

Faz um grandioso espetáculo na vida

E em particular a minha vida.

A vida de seu VÔ

Deus te cubra de benção

E que Deus seja sempre e esteja sempre ao seu lado

E que a parte que tenho em você

Entrego nas mãos do Senhor.

Sorte, sorte, sorte.......

Beijos de seu VÔ que já te ama

Celso Almeida de Lacerda

01 de setembro de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

Hoje é o meu aniversário- 15 de agosto

Quando se fala em aniversário lembra-se de presentes. E hoje quero me presentear não com coisas materiais, mas sim com coisas realmente que alimentam a minha alma. Ainda deitado na cama faço uma retrospectiva na minha vida e seleciono os presentes mais belos que tenho. Também não se esquecendo daqueles que me serviram de aprendizagem e crescimento e que não foram esquecidos, mas sim guardados na minha historia que nunca pode se apagar. Por que para que eu possa selecionar os mais belos presentes tenho que trazer a tona todos àqueles que me foram dispensados mesmo inconseqüentemente.

Vamos lá para os presentes mais belos que tenho e que brilham na minha história:

a minha vida

a minha fé em Deus

os meus filhos amados: Celo e Gabi

a minha mãe: Terezinha

os meus irmãos: Cicero, Zequinha e Washington

a minha família Lacerda

A publicação do meu livro autobiográfico já indo para a editora

a minha UNEB

a minha FAAHF

os meus alunos e alunas de ciências contábeis

os meus colegas professores e professoras

os meus objetivos sendo realizados

a educação que tem me proporcionado felicidade

o meu mestrado em Ciências da Educação

os meus valores

a minha auto estimo

a minha crença

o meu reconhecimento

a minha plenitude no que faço

a minha liberdade que me move

o meu humor

o meu sorriso

o meu poder de decisão

o meu entusiasmo

Por tudo isto quero fazer outros aniversários

e sempre brindar com o que tem de melhor “ser eu mesmo”.

Acompanhado de gentes maravilhosas

Que me presenteia todos os dias com a amizade, carinho, respeito e suas presenças.

MUITO OBRIGADO MEU DEUS!

Feliz Aniversário

Celso Almeida de Lacerda

Salvador, 15 de agosto de 2010.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O LIVRO: EDUCAÇÃO, OBRIGADO PELO MEU FALAR


Em breve lançamento do meu livro autobiográfico

Educação, obrigado pelo meu falar.

Livro de autoria de Celso Almeida de Lacerda. Essa obra literária revela fatos sobre a vida do autor, sua história pessoal e também no que tange ao mundo e aos relacionamentos entre as pessoas, valorizando a união, a família e o amor . O livro narra também o transitar do autor numa realidade que viveu e conviveu, referenciada pela indiferença e a superção da dificuldade motora da fala (gagueira) e o desafio de olhar a educação como um todo nos processos de inclusão, nas relações entre a sociedade e educação.
Conta os seus primeiros passos no berço familiar, na escola com seus colegas e professores, na comunidade, que marcaram de algum modo a sua vida.
No desenvolvimento dessa obra literaria , para o autor o passado deve evidenciar um sentido pedagógico e contribuir como ensinamento para as gerações presentes e futuras.
O desenlace comovente deste livro é emocionante de tal forma que algumas lagrimas somadas aos risos lavam a alma, tem um pouco de humor e muda o nosso jeito de olhar a vida e, consequentemente, olhar as pessoas, olhar a natureza e olhar tudo ao nosso redor. O leitor precisa refletir e avaliar para poder perceber a beleza do amor.

domingo, 8 de agosto de 2010

MEU GRANDE PAI

Pai...
Onde você estiver quero desejar-te
Toda a luz do mundo.
Seu filho esta aqui.
Fazendo valer todos aqueles conselhos.
Sei que foi e está sendo muito difícil
Não ter a sua presença, mas saiba
Que estou e estarei sempre fazendo renascer
Aqueles momentos nossos.
É pai...
Por mais que me queira sentir inteiro
Sei que nunca vai ser possível
Ainda me falta você.
É meu velho Cícero...
Seu filho mudou tanto
Consegui e estou conseguindo
Realizar alguns dos meus sonhos
Sou professor e estou publicando um livro
Seu nome pra meu orgulho está lá.
Meu gaguejar se apresenta na minha vida
Como um massagear das minhas cordas vocais.
Fica com Deus e comemora com ele
Mas um dia quem sabe estaremos juntos
Para te beijar, olhar dentro dos seus olhos e dizer: PAI te amo.
A sua benção, Pai.
Celso Almeida de Lacerda

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

PAI

Pai
Quanto tempo
Quantas chuvas
Quantos dias
Quantas noites
Sem você.
Procuro-lhe na imensidão do céu
Não lhe encontro
Dar-me um vazio...
Não sinto mais o seu cheiro
A sua falta me deixou muito triste
E sem entender.
As poucas lembranças vivas
No meu coração:
São dos seus olhos verdes,
Das suas pegadas de lama
Que ficavam na sala
Quando você chegava do trabalho
E quando você chamava a mim
E aos meus irmãos de filhos amados.
Pai eu também tenho filhos,
São amados.
Pena que eles não lhe conheceram,
Mais eu procuro lhe imitar,
Falo sempre de você.
Pai continuarei a lhe procurar
No infinito
Na certeza de um dia
Encontrar-lhe.


Profº MSc. Celso Almeida de Lacerda

domingo, 1 de agosto de 2010

Venha

Venha, mas venha de verdade

Se quiser me dar seu amor

Que ele não seja mais ou menos

E que não seja pela metade

Faz esse amor transbordar

Mergulhas no meu sentimento

E lá no meu intimo faz me sonhar

Venha que abro o meu peito como uma fruta madura

Pra você entrar de verdade

Com a sua ternura

E sentir a doçura no que você vai provar

Mas provas e goste

Goste e fique

Que tenho muito mais carinhos pra te dar

Que será sempre seu

Que serei eu e você

Que será sempre nosso

Que será...

Celso Lacerda