quarta-feira, 11 de março de 2015

Viajar de avião: para sorrir ou pra chorar?

Há pessoas que de jeito nenhum viajam de avião, têm medo! Outras acham dispendiosas as passagens e também têm aquelas que quando sabem que uma pessoa vai viajar de avião de imediato diz: “ que chiiiique”, isso com bastante entonação. Percebe-se que nas viagens de avião uma das alegrias de algumas pessoas está em verbalizar para o outro que vai de avião. Não sei qual a intenção! No dia da viagem, o que se percebe é que desde a estada no saguão do aeroporto as pessoas permanecem caladas, pensativas, não há aquela interação entre elas, o sorriso se recolhe. Diferentemente das viagens de ônibus na rodoviária que desde a saída do ônibus e o transcorrer do deslocamento há pessoas conversando algo, solícitas com o outro, sorrindo, trocando ideias a ponto de iniciar uma amizade. Se for degustar algum alimento chega até a oferecer ao outro.
Na viagem de avião chega até ser engraçado no momento da compra da passagem quando a vendedora pergunta: tem preferência pela janela ou pelo corredor? Existe alguma salvação em relação a isso caso venha acontecer algo? É melhor ir dentro da caixa preta, não? Alguém pode até encontrar o outro, mas daquele jeito.
É chegada o dia da viagem… Faz o Check-in e segue para a aeronave. Todos aparentando tranquilidade, cabeças baixas, solitários, ninguém olha para os lados… Entra na aeronave, e logo é recebido pela aeromoça saudando a todos com a mesma mensagem, mensagem máquina! Parece que elas fazem parte de alguma seita religiosa, pois as vestimentas são idênticas, mesmo penteado, mesma fala e não deixam de ter aquele lenço amarrado no pescoço. Em seguida a pessoa procura o seu assento e senta naquela poltrona que parece mais uma sepultura, do jeito que senta, fica até o fim do percurso. A preocupação de imediato ao sentar-se é garantir o braço da poltrona. Se não viajará o tempo todo abraçando a si mesmo.
Depois de todos sentados, as aeromoças começam a transitar no corredor do avião, uma andando de frente e a outra de ré, observando tudo. Aí uma delas antes da decolagem se posiciona e apresenta as instruções de como proceder na viagem. Como não ter medo de viajar de avião, se toda as informações dadas, não deixam de ser um preparo para o pior? Será que não é preferível nem dar a atenção ao que ela fala e começar a rezar? Imagine quando ela diz que se o avião cair na água, o assento é flutuante. Pegue o colete salva-vidas embaixo da poltrona e comece a soprar para enchê-lo quando estiver fora da aeronave. A pergunta que não quer calar: quem consegue engolir água e soprar? É melhor rezar para que a aeronave não caia em lugar nenhum.
E lá em cima nos ares, dentro do avião, o silêncio toma conta de todos, os olhos podem até olhar para o outro, mas não dizem nada. A indiferença impera! E nesse silêncio das pessoas, parece que elas ficam ouvindo atentamente a zoada sincronizada dos motores advinda do avião e que deve ser a mesma até o final do percurso, para que todos fiquem em paz. Praticamente o silêncio mudo estabelecido nesse espaço é quebrado quando as aeromoças chegam empurrando o carrinho. È hora do serviço a bordo! É o lanche! O carrinho parece mais aquele carro que recolhe lençóis usados dos enfermos nos hospitais! Na parte superior desse carrinho estão os refrigerantes, sucos de caixinha e as águas abertas, sem tampas, sem gás e o bendito amendoim. Aí começa a distribuição de um copo com refrigerante ou água e um saquinho de 30g de amendoim para cada pessoa. Isso é que é alimento! Há quem diz: “ Só isso! Quanto mais fico estressado, mais quero comer”. E a viagem segue…
E na chegado do destino, mais uma preparação, ou seja, quase as mesmas ladainhas dadas anteriormente. O piloto avisa: “ Tripulação preparar para o pouso”! A aeronave aumenta o seu barulho e como algo que vai desabar, bate as rodas fortemente ao chão, não sei como elas aguentam tanta pancada. Também nessa hora a impressão que passa é que o piloto quer frear a aeronave de qualquer jeito e a todo custo. Uma mulher, passando por todo esse processo na aterrissagem, que não deixa de ser uma ação brusca, enrosca o terço nas mãos, apreensiva e com bastante fé diz: Meu Deus, meu Deus, segura isso pelo rabo! A alegria chega mesmo dessa viagem quando se pega as malas na esteira.
Na viagem de avião tem também histórias hilárias. Se contar para algumas pessoas nem acreditam, mas acontecem. Já pensou viajar de avião em que um cachorro late o tempo todo e cria uma discussão em que um executivo sai do sério e diz: só falta a farofa aqui. Ao ouvir isso um baiano, com seu jeito de vidão, diz: falar de farofa, mexeu comigo. Imagine também uma mulher catando piolho no filho e jogando para cima o dito cujo. Antigamente matava ele na unha. E um cara com uns quilinhos a mais chegando a ultrapassar a poltrona do outro de maneira que o cotovelo dele ficou roçando no umbigo da pessoa. E a coisa ficou feia mesmo quando serviu o amendoim e ele começou a comer. Cada levada de um amendoim na boca e o retorno do braço para pegar mais, era uma pancada na barriga do outro. E uma mulher que se revoltou com o vizinho de poltrona, porque ele não acordou ela na hora que a aeromoça estava servindo o “ lanche” e ela perdeu. E aquele que queria abrir o saquinho do amendoim, tenta com a dentadura, não consegue e ai vai com os dedos e consegue, mas dá um safanão no estômago do outro e o amendoim cai por todos os lados. E as pessoas que mesmo sabendo que tem que desligar o Celular e continuam mandando mensagem na hora da decolagem. E por aí vai! E por ai voa!
Celso Lacerda

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Era uma vez...

Quem não se lembra dessa frase? Essa frase faz lembrar momentos especiais na história da vida de qualquer pessoa. Ela é como se fosse o ponto de partida para a contação de uma história e o namorar da cumplicidade do ouvinte.
As histórias possuem o poder mágico e sublime de abraçar a atenção de todos. O era uma vez… Está entrelaçado e é muito mais latente no tempo da infância. O contar história não deixa de ser uma arte, uma arte do ontem que possibilita florescer a vida das pessoas do hoje. Geralmente, esse contar história é exposto pela comunicação oral, mas com pitadas de gestos, risadas, gritos, caretas e, até mesmo, a modificação da voz em determinados acontecimentos. E, nesse momento de escuta e atenção, as crianças vivenciam o fato narrado e seguem mergulhando atentamente nas narrativas ocorridas. Interrogavam-se a ponto de ir construindo conhecimento e percebendo até mesmo a realidade de um tempo, um tempo que não é o seu e que só pela bela imaginação permitiria alcançar. Quando começava o era uma vez.. Era um prestar atenção, era o momento de ouvir histórias, de entrega para as inquietações da alma em querer sempre ouvir mais e mais.
Lembro-me perfeitamente que esse “era uma vez” vinha sempre pronunciado por pessoas amáveis e criativas, que promoveram esse primeiro contato e sonhos: minha mãe, pai, avós e pessoas especiais que faziam-me aflorar um mundo cheio de novidades e encantos. Além de estabelecer momentos prazerosos de atenção, amor, união e aconchego.
A criança precisa ouvir histórias para estimular sua imaginação, criatividade, observação, interpretação e a sua linguagem. Ouvir histórias é algo tão prazeroso que desperta o interesse das pessoas em qualquer idade. Esse ouvir história é um alimento saboroso para a alma em busca de um mundo cheio de mistérios que conduz à formação de valores. A criança tem um mundo que é só seu. Um mundo temperado de sonhos e imaginação que, mesmo estando perto ou distante da criança, enche-a de encanto e fantasia.
O “era uma vez” sempre nos levava a um mundo distante, a natureza, a santidade, ao medo, à tristeza, à alegria, à assombração, aos animais, às fadas, à escuridão, à luz, aos monstros, às florestas, ao céu e tantas outras coisas, mas geralmente nos presenteava no final das narrativas de todo esse mundo fantástico a frase: E foram felizes para sempre…
Celso Lacerda

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A felicidade está presente nas pequenas coisas que a gente permite vivenciar.

A minha casa na praia de jauá, algumas manhãs quando acordo me presenteia com um belo cenário.
A porta da suíte que da acesso para a varanda se abre durante a noite pelo vento advindo do mar. Essa porta é como se fosse a moldura de um quadro vivo
Ainda, deitado na cama fito os meus olhos nessa tela e sinto o alegrar da minha alma, ao contemplar esse quadro de exuberante beleza. O pintor sou eu mesmo.
A lagoa passa beirando o muro lentamente como se estivesse saudando minha casa. E as folhas esverdeadas das taboas bailam lentamente abraçadas com vento.
Ás vezes, os sapos coaxam na lagoa convidando suas fêmeas para o prazer.
De vez em quando o canto de pássaros variados invadem os meus ouvidos.
Os micos pulam de galhos em galhos e emitem guinchos e assobios.
Os assanhaços cantam e se deliciam em um meio mamão avermelhado,
O canário solitário desfila sobre a grama enfeitada de cristais que se derretem.
O João de barro sai da sua casa, lá do alto do poste, estufa o peito e solta o seu canto,
O bem te vi em espaços breves canta anunciando a sua chegada.
O sabia gorjeia em cima da chaminé da churrasqueira.
Um ninho abandonado de passarinho no telhado da varanda
O sol despontar no horizonte, tão perto dos meus olhos,,, parece que ele nasceu no mar, dono de um clarão cheios de reflexos amarelados e quentes marca a sua presença. É colírio para alegrar minha alma.
As nuvens correm parecendo uma esponja limpando o céu
Ás vezes, um galo canta e outro responde.
O azul do céu contracena com o azul da piscina.
Do outro lado da lagoa tem o mar, e esse, mais que poderoso, manda o seu cheiro e o seu barulho dizendo que ele existe,
Torço um pouco o meu pescoço, querendo ver mais… e maravilhado, contemplo a jabuticabeira, o mamoeiro, a amoreira, a caramboleira, o coqueiro, a romãzeira, os pés de pinha, cana, acerola, tangerina pocan e as flores.
A borboleta cruza com o beija- flor no ar saudando as flores.
Vejo e sinto tudo isso como se fosse um ritual da natureza, cumprindo o seu proposito. E eu ainda deitado, absorvendo esse espetáculo sagrado.
Levanto-me languidamente extasiado, carregando esse presente de Deus escrito pela natureza e sinto-me completamente feliz.
Celso Lacerda

Falsidade! Procure a sua turma!

Falsidade! Procure a sua turma!
O lugar mais quente do inferno deveria ser preparado para quem vive na falsidade. Ou não é? Há quem diga que a falsidade é algo perverso, sem pretexto, surgido nas relações competitivas, ou da necessidade de autovalorização de quem a pratica. Mas o que se percebe é de que, ela a falsidade acontece de um todo e de um tudo, ou de um nada. Volmir Pichek Borges, define a falsidade, assim: É o que não é verdadeiro, personalidade pessoal, pessoa falsa impõe e se humilha no mesmo ato ou instante pra conseguir o que quer, modifica até o tom de voz fica meigo e suave no mesmo tempo em que é rude e irônica.
A falsidade é como se fosse uma tatuagem que alguém dissimulado carrega no seu ser e que só a alma do outro enxerga e sente. O olhar da pessoa falsa é como lança sem ponta mais que perfura o seu próprio coração. Também nessa relação de pessoas falsas não deixa de ter pontos positivos e tem! Primeiro o livramento e depois a distância do que não é benéfico para o atingido.. O autor Rafael Silveira diz que: “Já percebeu? Querendo ou não, a falsidade vem de onde menos se espera!”. Com isso não deixa de ser o conhecido transformado em estranho. Que venham os falsos com suas falsidades, carregando as suas próprias doenças da alma! Tem cura!
Celso Lacerda

S-e-p-a-r-a-ç-ã-o incomoda muita gente !?

A palavra separação pode até se ajustar a qualquer outra coisa, mas a conotação de sua pronúncia na atualidade nos remete a uma ideia de relacionamento desfeito, término de um casamento. Normal!
Alguns casais ingressam nesse processo por se perceberem em dois mundos desiguais, tornando a relação insuportável, pois, para muitos, os aspectos individuais ao longo do tempo foram se tornando mais inclusivos, e passando a atingir o outro em seu espaço.
Os casais nessa condição chegam ao ponto de não mais enxergar nada em comum que os façam sustentar uma relação equilibrada; se sentem mal, tomam decisões divergentes, não se sensibilizam com a presença do outro; e tomam atitudes individuais e egoístas, a ponto de encolerizar os (as) parceiros (as). Cria-se um ambiente impertinente, frio e com intervenções não determinadas.
Na busca por uma solução, os casais acabam por se confrontarem em disputas inconvenientes e, até mesmo, ridículas; atentando sobre erros e características que até aquele momento eram consentidos por ambos, como meio de incitar um conflito iminente.
Ai é chegada a hora da separação! Cada um toma o seu rumo, seu espaço e vida nova. Nesse momento, é necessário que a pessoa, antes de tudo, ame a si mesma. O livro ‘Educação, obrigado pelo meu falar’, retrata esse momento mais ou menos assim, quando expressa o seguinte: “Tenha a coragem de sentir e perceber que é preciso cortar na própria carne, para saber o quanto você gosta de você mesmo e tenha orgulho da sua própria história de vida.”
No passarinho que não tinha asas, começam a crescer as penas, e ele voa. Voa até o céu e beija as estrelas. Não olha mais pra trás, nem pensa e nem tem saudade da gaiola. Mas não deixa de ter sentido a gaiola, uma vez que, para uns, é preciso passar por ela para saber o quanto é triste somente assoviar, sem poder cantar.
Na questão da separação tem também aquele (aquela) que parece que não se fez feliz, não conseguiu, continua reclamando da vida e se escondendo de si mesmo, e o pior, se alimentado da sua própria infelicidade. Aí, não tendo mais nada o que fazer em relação ao acontecido, nesse longo tempo de silêncio, tenta entrar em cena de maneira sórdida, querendo atingir o outro (a). Aí já é caso de polícia! Ou não é? Parece até que a pessoa tem saudade daquele tempo! Interessante nisso tudo é que ainda tem gente que tem até saudade do que é ruim. Acredita?
Não suporta o sucesso do outro (a) e, é claro, o seu próprio insucesso. Com isso, convive com um grande conflito, não tem amor próprio e o que lhe resta é mergulhar em estado de luto. A pessoa mal amada é tão infeliz... Ao ponto de não ter harmonia, até mesmo com a sua própria alma. Pena!
O tempo passa... O mundo gira, as coisas mudam... Nem aquelas lembranças são lembradas, nada de prisioneiro do passado. E, se por um descuido, lembrar-se da gaiola é motivo até de risos.
Celso Lacerda.

Cinismo é o veneno dos maus!?

A pessoa cínica se apresenta com traços de “bom moço”, prestativa, ingênua… Fala baixo com a boca, mas em compensação, fala alto com os olhos. Faz uma caminhada na busca de adquirir uma confiança do outro a ponto de querer a todo custo se transformar em uma pessoa amiga, respeitosa, de boa índole… E que não é! Com o seu jeito rasteiro tem a facilidade de observar a realidade das coisas, do espaço e do ambiente, do qual está em cena, do seu foco e tem a sede incontrolável de interagir com pessoa em um determinado fato e ou acontecimento. Saber da vida do outro!
Essa pessoa não deixa de ser um ser humano, mas é portadora de uma dificuldade em confiar e conviver com o outro. Todavia, carrega um grande peso na sua consciência, cheio de infelicidade. Suspeita de todos, e o seu sorriso é pela metade. Tem uma grande necessidade de bajular o próximo e em dizer em bom tom que é amigo dele e fica ansioso na espera de ter como uma resposta: “claro, confio em você”. Por mais que essa pessoa se esforce para ter um olhar sereno e olho no olho com os outros não consegue. Então, o que lhe resta nesse momento, é dar atenção às formigas, que lhes convida pra comtemplar o chão. É mais proveitoso!
Na cabeça da pessoa cínica paira o sentimento de que a outra pessoa não passa de um mero objeto, de uma coisa material que pode ser manipulada, sem expressão nenhuma. O que se percebe é que a pessoa cínica é falsa consigo mesma, fraca de espirito e não tem a certeza e nem acredita no seu grau de inteligência. Mas se alimenta com a sua própria frustação e pensa que realmente ninguém lhe ofertará amor, então também não dará amor ao outro. Com isso, não deixa de ser uma pessoa mal amada, dissimulada e doente da alma. Já dizia o proverbio: Quem não te conhece, que te compre.
Segundo léxico: dicionário de português online “ Cínico diz-se de ou designa o que ou quem menospreza as normas sociais e os pensamentos e opiniões normalmente aceites pela sociedade; sem-vergonha, ousado ou descarado; indivíduo sem pudor ou vergonha; atua com hipocrisia e/ou sarcasmo”. A pessoa cínica tem o prazer de desestabilizar o próximo de maneira que ele passe maus momentos a ponto de ferir a sua alma. E o cínico permanece no palanque da maldade se nutrindo com a infelicidade do outro. Pobre de espirito!
Conviver ou lidar com pessoa cínica é muito difícil e constrangedor. Ela é a dona de um caráter duvidoso, cheio de sedução e esperteza, trazendo consigo um fingimento de ser alguém bondoso, amável… Mas é capaz de até mesmo num momento de devaneio e de dono da verdade falar em moralidade sem ter ao menos a consciência moral. Para Sloterdijk , o cinismo é como “a falsa consciência esclarecida”.
Deus nos livre de pessoas assim! São negativas por excelência! É necessário buscar pessoas verdadeiras pra fazer parte da vida da gente e não permitir jamais, ser enganado em qualquer circunstância e nem ser instrumento de uma farsa.
Se ainda existe cobra com veneno é porque ainda tem pessoas, que não retiraram e nem aceitaram dela o veneno. Então não esta contaminada! Pode-se ainda confiar e entregar o coração sem medo para alguém especial! Graças a Deus!
Celso Lacerda

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O carnaval acabou, mas a careta fica!?

O povo brasileiro é assim mesmo! Sabe sofrer, chorar, sorrir, aceitar... Para participar dessa folia paga o que pode e o que não pode, mas com certeza marca presença. O inseparável  cartão de credito não deixará na mão. Esse é o responsável  para dividiu o valor cobrado da fantasia, do beber e do comer que não deixa de ser  o grande passaporte para a folia. Com isso, compra abada seguindo as ordens das empresas “fabricas do carnaval” comandado por gananciosos mega empresários. Que volte a mortalha! A mortalha era uma fantasia confeccionada por um tecido qualquer, de custo baixo, acessível para as pessoas.
Segundo o site Brasil escola “A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã”.
Se realmente o significado de carnaval  for mesmo retirar a  carne, então vamos ter carnaval por vários anos.  Se não quiser esse “carnaval” aceite o conselho desse governo PT, inoperante e cheio de roubalheira que sugere “trocar ovo por carne”. Que ele também troque urgentemente roubalheira por decência. E ainda, para completar a farra do boi, um canalha  do PT afirmou: “Povo só comia carne se mordesse a língua”. Então vai ter muita gente, convivendo com a língua dolorida e  enxada. E sobre a campanha do “coma ovo para o governo baixar a inflação” não duvide acontecer também, à fuga das galinhas. Ai meu ovo!
Mas é carnaval! Imaginar na nefasta  inflação e na crise  econômica do Brasil nem pensar! Também que esvaziou o dinheiro do bolso no carnaval e que, o facilitador cartão de credito ira compartilhar efetivamente para a diminuição do salário da vergonha por longo tempo. Nem pensar!
É carnaval! O sorriso ganhou espaço, o grito de felicidade tomou força, o rebolado e o gingado contracenaram e encheu a alma de alegria. Tudo isso pelo menos por quatro ou cinco dias. Amor de carnaval!
É quarta-feira de cinzas, dia das cinzas... A máscara cai! É o momento de voltar  ao “normal”! Rasgar a fantasia, mas trazendo consigo a careta para casa.
Celso Lacerda.



sábado, 31 de janeiro de 2015

O desrespeito de uma Diretora e o Balanço Patrimonial forjado!

Em um primeiro momento, essa gestora dizia que, desconhecia dos desmandos que estavam acontecendo na Empresa Pública, e teve até a coragem de verbalizar com a maior cara de pau, tal mentira na mídia, para os brasileiros e para os ditos “representantes do povo” E agora, não tendo mais como negar as roubalheiras acontecidas na sua gestão e de outros, vem a público e diz que essas roubalheiras e desvios das verbas públicas poderão ser ainda de maior projeção. E ela, continua como se fosse à boa gestora, a coitadinha. Não sabia de nada e nem participou de nada.
A coisa é séria! E de maneira sórdida, ainda apresenta para o povo brasileiro, um Balanço Patrimonial forjado, mentiroso, ou seja, não mostrando a real situação econômico-financeira de um Patrimônio Público. São terríveis! São capazes de manchar a Contabilidade, desrespeitando até mesmo o Código de ética do profissional contábil. Absurdo!
Vamos respeitar a contabilidade! A contabilidade é uma ciência que tem por objetivo o estudo e a análise das variações quantitativas e qualitativas acontecidas no patrimônio das entidades física ou jurídica. É através da contabilidade que é dada importantes informações para as tomadas de decisões, tanto dentro quanto fora da organização. Também é somente através dela que há condições para se apurar o lucro ou prejuízo em determinado período.
E o balanço patrimonial? É uma demonstração contábil. É uma peça contábil fundamental que reflete uma situação estática e através dele se pode verificar, examinar o equilíbrio existente entre o Ativo e o Passivo de um determinado patrimônio.
A contabilidade não é propriedade de partidos políticos e nem objeto de manipulação para benefícios próprios. A contabilidade pertence à humanidade e merece respeito.
Celso Lacerda.

domingo, 21 de dezembro de 2014

É natal e será sempre natal!

O natal do meu tempo…O natal da minha infância. Se nos fortalecemos de sonhos é bom que eles sempre existam em nossas vidas. A figura do papai Noel tem que estar em nossos sonhos infantis sempre. Ela representa alguém que com a sua bondade vem nos trazer presentes e alegria. Tem uma das coisas mais belas da vida do que receber presentes? E ainda mais se esses presentes forem brinquedos. Um dos nossos primeiros sonhos esta relacionado com o papai Noel.

Voltando ao meu tempo… Ao meu tempo de criança. É natal! A minha casa nesse dia ficava diferente dos outros dias. Os móveis trocavam de lugar e não por outros porque a condição de minha mãe não permitia. Lembro-me que o sofá era degastado pelo tempo, mas nesse dia ele ganhava roupa nova, era coberto por um grande lençol de chita estampado que o enfeitava. A areia branca misturada com algumas folhas de pitanga era jogada por toda a sala e na porta de casa ficava uma palmeira plantada numa lata grande, forrada com papel de presente. Parece que a minha vida acanhada nesse dia ficava mais alegre. A mesa com uma tolha com desenhos de natal era enfeitada com um jarro contendo um galho de pitangueira e com um bolo que os meus olhos azuis fotografava a todo instante, aguardando a hora de degustá-lo. Degustar? Acho que ainda essa palavra não estava no meu dicionário, era comer mesmo. E a árvore de natal? Era um galho seco plantado numa lata pequena contendo areia branca e nos seus galhos alguns pedaços de algodão distribuídos e desarrumados, algumas (poucas) bolas coloridas e tristonhas esperavam um pisca-pisca que nunca chegava.

Não precisava sacrificar o peru, de colocar um porquinho na bandeja deitado de lado com uma maçã no focinho e de um queijo de cuia para que essa mesa ficasse mais bonita. A minha mesa, nesse momento, era a mais bonita de todas.

Era também nesse dia que se vestia roupa nova, poderia ser até um calção com listas ou liso amarrado com cordão e uma camiseta, mas era roupa nova e eu me sentia garboso. O meu coração de criança sonhava todo esse dia, imaginando que presente o amado velhinho traria para mim, chegava até me dar um friozinho na barriga quando pensava. Minha mãe dizia para mim que eu colocasse o meu sapato na janela que ele viria colocar o meu presente quando estivesse dormindo. Era um personagem que mesmo vindo de uma escuridão, do infinito não metia medo. Mas ficava pensando como ele iria a tantas casas atender às crianças. Nunca pensei que existissem crianças pobres e ricas. Eram crianças com seus sonhos. Não tenho lembranças de ter ficado chateado pelo presente que papai Noel trouxera para mim.

E chegado o dia 25 de dezembro… Pela manhã, bem cedinho, os meus olhos procurava o meu sapato e nem a via, pois estava escondido embaixo do meu presente. Gritava com a minha inocência alegre: Mãe venha ver o que papai Noel me deu E com um sorriso tão verdadeiro dizia para mim mesmo: Papai Noel veio! Papai Noel existe! Ele colocou no meu sapato um pequenino violão de plástico na cor azul com três cordas finas de nylon que nem precisava fazer “dum dum” porque eu já ouvia na minha alma todas as notas musicais que ele iria fazer pra mim mesmo eu acariciando-o com a palma da mão, desajeitado, em movimentos fortes e consecutivos.

De dentro de casa já ouvia vozes, som de apitos e de flautas, o bater da bola contra a parede e gritos de alegria vindo da rua.Era quando eu saia de casa com meu violão na direção dos meus amigos e amigas para mostrar-lhes o meu presente. E aos pouco iam chegando mais amigos e amigas, trazendo carros plásticos puxados por um cordão, sacos contendo gudes coloridas, bonecas de pano ou de plástico, pião, caminhão de madeira, cavalinho feito com cabo de vassoura, novelo de linha com uma arraia colorida. Sei que cada um de meus amigos e eu contemplávamos o presente do outro, arregalava os olhos, sorria, pedia até emprestado mesmo acompanhado da frase “ só um pouquinho”. Os nossos olhos brilhavam, parecia que todos aqueles presentes ( brinquedos )pertenciam a todos nós.

Diante de tudo isso os nossos sonhos e as nossas histórias não eram prontas, a gente criava e dava vida a esses seres inanimados que com um pequeno gesto ou toque alegravam a nossa alma.

Nunca diga a uma criança que papai Noel não existe!

É natal … Cada um de nós deve ser um papai Noel ou uma mamãe Noel para com os outros. E que um abraço, um beijo, um toque, um sorriso, uma atenção seja o nosso presente. Que a simplicidade e a humildade sejam sentidas como as mais essenciais!

Feliz natal!

Celso Lacerda

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COMO ADQUIRIR O LIVRO EDUCAÇÃO, OBRIGADO PELO MEU FALAR

Adquira o Livro Educação, obrigado pelo meu falar – Autor Celso Almeida de Lacerda – Editora Livre Expressão, São Paulo/Rio de Janeiro.
ISBN: 978-85-7984-277-1 – Páginas: 232.

Você pode adquiri-lo diretamente com o autor Celso Almeida de Lacerda. Enviaremos pelo correio após confirmação do depósito bancário. Valor do Exemplar já com a taxa de postagem R$30,00(impresso registrado , 5 dias úteis para entrega para todas as regiões do Brasil) . Deixe sua mensagem no facebook da página do livrohttps://www.facebook.com/educacaoobrigadopelomeufalar?ref=hl, seu telefone , endereço, localidade que entraremos em contato. Ou fale com o autor pelo tel: (77)9971-7799 (vivo) ou pelo e-mail celsoalmeidadelacerda@yahoo.com.br
Boa leitura.
Prefácio do Livro:
O autor do livro Educação, obrigado pelo meu falar, Celso Lacerda, é um exemplo de que todos nós podemos superar os rótulos que recebemos com honestidade, fé, determinação e amor próprio. Desde a sua infância, ele sofreu com a gagueira, disfunção da fala que apesar de existir muito, não se dava a devida atenção na década de 1950. Sofreu preconceito na escola, no trabalho e com os amigos. Sentiu na pele a dor da indiferença humana, mas mostrou que reverter esse cenário é, acima de tudo, uma questão de atitude. Nesse caso, conseguiu vencê-la no mesmo ambiente em que foi identificada e até massacrada: a escola. A educação foi ora veneno, ora antídoto para o autor.
Tudo isso é contado de forma singular, bem-humorada e recheada de emoção, através de uma linguagem simples e acessível, como se estivesse conversando com o leitor – o que é extremamente convidativo e envolvente para quem está dando vida a essa trama de palavras.
Essa obra traz a possibilidade concreta do ser humano inventar, reinventar e se permitir vencer as barreiras impostas pela própria existência. Além disso, nos apresenta a necessidade de nos aceitarmos, de buscarmos nos entender e acreditar que somos capazes de conquistar aquilo que desejamos.
Cada capítulo consegue mexer com as nossas emoções e nos leva para a história de Celso, mas que podia ser também a sua, a de João, Roberto e Paula... A gagueira é tão comum que não seria difícil pontuar alguém próximo que tenha sofrido ou sofra com a sua permanência – e não com ela em si. Isso porque a gagueira, sozinha, não provoca nenhum sofrimento. Nesse processo, os vilões são homens e mulheres desprovidos de piedade e compaixão com o próximo e que, por isso, a ridicularizam e retiram a dignidade de quem a acolhe.
Por isso, muito mais do que um livro direcionado para aqueles que detectaram alguma dificuldade na hora de falar, essa obra é para todos os sujeitos que buscam refletir sobre a sua postura e almejam ser pessoas melhores.
Portanto, como ser humano, essa obra me comoveu de maneira completa por mostrar que a superação está ao alcance de todos, assim como a educação. Como filha, sou apenas orgulho por ter vivenciado parte dessa biografia e poder reconhecer que o meu pai continua sendo aquele herói que vislumbrei quando ainda era um botão de rosa branca. Uma linda história que merece ser repassada a todos da família e disseminada também dentro dos muros da academia.
Gabriela Lacerda Monteiro
Jornalista

sexta-feira, 14 de março de 2014

DIA DA POESIA 14 DE MARÇO!

Poesia é algo temperado de sentimentos que extrapola o meu corpo e voa para o firmamento sem pedir licença. É o enxergar e o canto da alma. É o saciar do espirito. É quando o despercebido é percebido e envolvente. Viva a poesia!
Celso Lacerda.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A LINGUAGEM NÃO TEM DONO!

Nas diversas linguagens estão incluídos vários pontos a serem observados tais como: a linguagem oral, corporal, musical, visual, artística, escrita e outras. Vygotsky já dizia que “ a função primordial da linguagem é a comunicação, intercâmbio social ”.
O que se percebe é que algumas pessoas se prendem a pouquíssimas coisas que sabem ou que decorou ao longo da sua vida e levantam essa bandeira de conhecedor da gramática, batem no peito e dizem: “ eu sei Português”. O sábio escritor holandês, Erasmo de Roterdã, já dizia: "Os grandes escritores nunca foram feitos para suportar a lei dos gramáticos, mas sim para impor a sua." Muitas vezes algumas pessoas, tidas como pessoas que falam e escrevem bem, usam desse artifício não para ensinar e, sim, para aparecer, desmerecer, por vaidade diante do outro (a). Muitos até sabem alguma coisa e se alimentam e vomitam palavras, frases, expressões porque têm uma coleira que é puxada a toda hora, mas não têm a felicidade de contracenar, com sentimentos, emoções e com a beleza da alma. O importante é se comunicar de maneira que o outro entenda. Tive a felicidade de ser aluno de uma escola pública e ter como mestre o grandioso professor e escritor Fraga Lima, meu grande professor de português. Lembro-me que nas suas aulas ele dizia para nós, alunos, que o que deveria ser essencial no português é a comunicação; a maneira em que a gente escreve ou fala só tem valor se o outro entender a mensagem.
Convivi em vários lugares, conheci pessoas humildes fantásticas que tinham o coração do tamanho do mundo, todavia, não tiveram a oportunidade de sentar no banco da escola; sentaram-se no banco da vida. Quantas saudades! Comunicaram-se comigo e eu as entendia. Pediram que rezasse a santo Antonho, que eu tivesse muita fé em Jesuse , me deram imbu e melencia e eu me deliciei, “comcerteza”. O Aurélio entendeu o jeito de falar imbu e aceitou. Mandaram que eu subisse pra cima e descesse pra baixo, entrasse pra dentro e saísse pra fora, tudo isso eu fiz. Deram-me um chá de capinho santo, curei a minha dor de barriga. Também preguntaram e mandaram lembrança pra mim, me convidaram para um nata e que eu fosse ver o prisépio bunitim, cheio de bichim com jesuse meninin e eu fui e me senti muito feliz. Que quando eu fosse à venda trucesse uma caixa de fosco para acender o fugão e ainda dizia o calvão tá moiado; comprei um mundo de troço pra mim comer; o trem ta atrapaiado; oia que brusa lindra toda avermeiada que comprei pra mim para dar certo com minha saia amalela; a chuva tá chuvendo de mazi; pegue a bassoura que quero barrer; a ceuveja tá gilada; a minha pranta tem fro; Deusi abençoe meu fio. E os conselhos: coidado com a murdida da abeia; vá brincar na porta da casa se você sair te dou uma mão de vaca na cara; “voçê" é muinta tranqila: prenda a sua cabra, poisque o meu bode tá sorto; Antonia e Warter juntaram seus cacarecos; muié tenha fé em são Rafae; coidado que o cardume de aves tá comendo o mio na roça; resolva o seu probrema, sei que tá dificio; coidado com a língua de Armerinda; a fia de vardelice é marvada; o mió sarapaté é de poico; menino, não cuma muntio pra você não se empanzinar; não passe naquela casa veia que tem livuzia; não beba café quente e saia porta fora, se o vento lhe pegar você entoita a boca e muitos outros.
Lembro-me de um senhor chamado Abílio, gente muito boa, cheio de brincadeira, pela manhã, bem cedinho, sempre aparecia na casa de minha mãe quando ela estava fazendo o café no seu fogão de lenha e minha mãe dizia: Abílio, pegue a cadeira e sente e ele de imediato ficava de cócoras e dizia: dona Terezinha, to aqui sentado no meu banco natura e ali ele acendia um cigarro feito de palha seca de milho e fumo de corda e se comunicava, pitando o seu cigarro e falava de tudo e minha mãe ficava horas sabendo das notícias dando-lhes atenção. Saudades. O escritor Francês, Anatole France, diz que: "O povo faz bem as línguas. Fá-las imaginosas e claras, vivas e expressivas. Se fossem os sábios a fazê-las, elas seriam baças e pesadas." Isso me faz lembrar Marcos Bagno, quando afirma que: ”A língua é como um grande guarda-roupa, onde é possível encontrar todo o tipo de vestimenta. Ninguém vai só de maiô fazer compras num shopping-center, nem vai entrar na praia, num dia de sol quente, usando terno de lã, chapéu de feltro e luvas. (...) Quando falamos ou escrevemos, tendemos a nos adequar à situação de uso da língua em que nos encontramos: se é uma situação formal, tentaremos usar uma linguagem formal; se é uma situação descontraída, uma linguagem descontraída e assim por diante”.
Hoje, infelizmente, as pessoas vivem no mundo se prendendo as coisas prontas, normas pré-estabelecidas, regras ditatoriais, procedimentos preconceituosos, fórmulas para seguir uma única direção, receitas sem erro, o baixar da cabeça para os ditos poderosos do saber. E Isso tudo para atender a quem? Para a subserviência perante você mesmo? E você fica como? Não sendo você e sendo outra pessoa?
Repense e reflita sobre a sua vida que é o bem maior que você tem. Ouça o que a sua alma tem a lhes dizer e deixe-a sobressair-se sobre o seu corpo, pois o que é mais belo e essencial na vida é ser feliz.
Se o jeito de falar e de escrever de uma pessoa enfim, a linguagem dela não é o que você quer ouvir e ver, deixo-lhe um conselho: passe um apagador na sua própria crítica sem compaixão, em você mesmo, e deixe que ele se comunique, na sua sinceridade, com alguém que os aceitam . Respeite a alma do outro, porque a língua é propriedade de quem fala.


Autor: Celso Almeida de Lacerda 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dói mas passa!

A verdade dói
A mentira dói
A falsidade dói
A felicidade dói
A infelicidade dói
A decência dói
A honestidade dói
o relacionamento dói
A saudade dói
O amar dói
E dói, dói...
O que é que não dói?

Celso Lacerda

Feliz ano novo!

Parece até que Já é uma frase preparada e que todo mundo diz e escreve na passagem de um ano para outro. Vamos verbaliza-la e escreve-la trazendo-a da nossa alma um dos maiores sentimentos chamado amor. O amor é o mel da vida. Já dizia o grande poeta dos amores Pablo Neruda “ Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida”. Muito lindo!
A frase “ feliz ano novo” também geralmente vem sempre acompanhada de uma outra frase, “ adeus ano velho”. Não sei se a conotação é de saudade ou de desprezo. O meu sentimento é de saudade por ter me possibilitado vivenciar coisas mesmo com alguns sofrimentos. Mas, as alegrias superaram com muita fé em Deus. Esse ano velho fica cravado na minha história de vida, pois historia nunca morre vive para sempre. Esse ano velho foi de aprendizagem, me ensinou tantas coisas, conheci tanta gente boa, realizei alguns dos meus sonhos, recebi momentos de carinhos, fui respeitado. Não quero repetir os velhos erros e peço perdão. Sou um eterno saudosista! É como se eu prendesse tudo aquilo que passou num carretel de fio de nylon, com o seu fio tão transparente como a alma e vou segurando e desenrolando suavemente pela vida para não me perder nesse ano novo.
Feliz ano novo dito com a alma.
Celso Lacerda

“Se eu não for seu, não serei mais de ninguém”!

Forte isso, hein? Provavelmente, todo mundo já ouviu alguém dizer isso, até mesmo a própria pessoa já disse num momento de fragilidade, insegurança, desespero, perda e até por um ato de inferioridade do falante.
Essa é uma frase que geralmente é usada ou ganha vida sempre quando se trata de um relacionamento. O que acontece é que nessa relação sempre tem um mais eufórico que se desnuda perante o outro, no momento em que vive com a assombração da perda levando-o ao sofrimento antecipado. Com isso, causa a impressão de que com essa frase verbalizada tem o poder de querer colocar o outro no cativeiro e exigindo-o compaixão. Um amor algemado. Também já soube que essa frase dita foi uma grande mentira, ou seja as pessoas estão convivendo em outros relacionamentos. Graças a Deus.
Muito linda essa frase em determinadas situações em que o amor é correspondido. Mas em outras situações pode até acabar em tragédia. Parece até que a pessoa que está verbalizando ‘se eu não for seu, não serei mais de ninguém’ está criando um contrato carregado de uma assinatura recheada de sentimento, emoção e posse. Interessante é que o falante chega ao ponto de ferir a sua própria alma por mendigar um amor que às vezes não é nem correspondido.
A coisa é tão forte que chega até ser uma ação egoísta mesmo se escravizando e se sentindo cada vez mais um pote vazio. E sabe-se que um ponte vazio não tem nada pra oferecer. Fala-se muito que o amor é cego. Cego? Cego para quem não tem sentimentos, para quem se entrega de verdade e não é recebido. O amor é o mel da vida. O amor se entrelaça no coração do outro a ponto de sentir o encontro das almas sem medo, sem cobrança.
Amar sozinho numa relação é o mesmo que carregar água na peneira. Esteja aberto para o amor verdadeiro e cheio de cumplicidade. O amor existe!

Prof. Msc. Celso Lacerda

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Você não sabe nada!

A frase “Você não sabe nada” vem sempre com uma entonação de voz ríspida acompanhada do desmerecimento direcionada para o outro (a). É de doer, é de taxar a pessoa como sendo um ser oco, vazio. Ela funciona como uma navalha que corta na alma e que de imediato a pessoa recebedora da mensagem associe a sua inteligência, ao seu conhecimento e ao poder da sua mente. O que é “nada”? Veio-me à vontade de refletir sobre a palavra “nada”, de saber como se apresenta no contexto em que está sendo empregada. O que se tem noticia é de que “nada” significa a não existência, efeito do aniquilamento, aquilo que não existe, coisa nula, inutilidade. E observe que essa frase geralmente é verbalizada no intuito de denegrir a imagem do outro e ferir o seu próprio “eu”, deixando o recebedor dessa mensagem fragilizado. E, enquanto que, é claro, o interlocutor se achando o sabedor de tudo, o dono da verdade.
Essa frase me traz lembranças da minha sala de aula. No livro “ Educação obrigado pelo meu falar”, eu digo: “ Não conto as vezes em que a professora direcionava uma pergunta para mim sobre o assunto que estava sendo dado na sala de aula, e eu até sabia responder a pergunta e ficava me espremendo para dar-lhe a resposta. Resultado: não conseguia me expressar de maneira clara e sim de forma repartida, trêmula, e de imediato ela dizia: “ Você não sabe nada”, me descartava e passava a pergunta para o meu colega. Com essa atitude dela, com seu desprezo para comigo eu me sentia anulado perante os meus colegas, a escola e, o pior, a mim mesmo, que a cada dia me machucava quando pensava em ir à escola e ter de encontrar-me de novo com a professora”.
Fazendo referência à frase que a professora verbalizou dizendo, “ você não sabe nada” me faz lembrar o pensamento de Paulo Freire quando ele diz: “Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes”. E acredito que o meu saber mais o saber de cada um de meus colegas, e mais o saber da professora dentro daquele nosso espaço da sala de aula, culminava realmente numa aprendizagem e, consequentemente, no conhecimento estabelecido de maneira que contagiasse todos no processo ensino-aprendizagem.
Em outro momento do livro em se tratando da aula de matemática em que acontecia a tal da sabatina, responder a tabuada, com a presença da palmatoria, quando chegava a minha vez de responder a tabuada, eu já ficava tenso porque a resposta tinha que ser dada de imediato e a professora exigia tudo “na ponta da língua”. Colocava a minha mão para trás e, mais que depressa, começava a contar nos dedos. Se demorasse um pouco para responder – e às vezes demorava em decorrência da minha gagueira – a palmatória me presenteava com um bolo. Que bolo! E a frase “você não sabe nada” renascia. ”. E ela nem imaginava que com essa sua fala, mais me aniquilava, anulava e me fazia sentir ainda mais sem brilho. Isso realmente era uma aprendizagem, pelo medo, e não pela felicidade.  Talvez eu não soubesse o tudo que a professora queria e pensava que sabia. Diante desse episódio, eu respondia com o lacrimejar dos meus olhos. E para mim esse tudo, que ela queria que eu soubesse, era simplesmente responder aquela tabuada. Com todo esse fato, alguns professores, muitas vezes, não paravam para avaliar o seu ensino, não absorvendo a relação do aluno como ser integral, que tem conhecimento do mundo em que vive por inteiro, não somente da parte que lhe é imposta saber. E ainda, alguns professores direcionavam o seu foco   para uma aprendizagem que culpava o aluno pelo seu insucesso.  
No dia em que você  achar que sabe tudo não precisa você estar mais por aqui. A eternidade lhe espera para novos saberes.
Prof. Msc. Celso Lacerda

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Até que a morte os separe



Quem já ouviu essa frase? Acho que todo mundo que já foi numa cerimônia de casamento. Nesse momento, o padre e algum pastor a verbalizam como sendo o clímax do enlace matrimonial. Com isso eles já não estariam rogando praga?. Parece até que o casamento já é uma grande tragédia, por que tem coisa mais trágica do que a morte? Não seria melhor dizer até que a briga os separe, pois não daria nem tempo de esperar a morte?
Acho que ninguém casa para separar! Seria muito sadismo. Ainda mais, que o casamento é um momento especial, feliz e abençoado na vida das pessoas que se amam. O filósofo Arthur Schopenhauer disse que o casamento é uma dívida que se obtém na juventude e se paga na velhice. Quando ele disse isso há muito tempo  a separação era tida como algo praticamente incomum, e de fato só a morte separava um casamento mesmo. Deus sabe como o casal  se suportava ou se amava!
Infelizmente  tem pessoas que ficam ainda esperando essa tal morte chegar e fazendo do seu espaço no dia a dia um ringue, uma relação de gato e rato. Não contando ainda que a mentira ganha força e prevalece numa verdade mentirosa. E ainda muitas pessoas, numa hipocrisia, mantém o status de Casado(a) para se livrar de algum julgamento e de não perder algo material e, numa postura sórdida, preferem se torturarem e empurrarem com a barriga, até que  a morte os separe.
Já pensou que azar se depois dessa morte chegar alguém ainda fosse para o inferno? Também não se pode desprezar a morte como sendo algo ruim para alguns casos. Já pensou se não morresse um (a) teria que suportar o outro (a) até quando? Já ouvi até uma mulher dizer, quando se lembrou do seu marido - que já tinha morrido- graças a Deus, que aquele miserável já morreu e deve estar no inferno. Isso é que é raiva jogada para o outro mundo. Pelo visto esse casamento nem a morte os separaram. E tem aqueles (as) que nem esperam a morte do outro chegar e até a incentiva. Terrível!
E, partindo para aquela frase: na doença e na tristeza... é a coisa mais certa que o casamenteiro diz para vida de algumas pessoas que passam por esse drama e não se separam e vão se deliciando com a infelicidade do outro (a).
Casamento é coisa séria, é entrega é realmente se sentir dois em um. É amar sem limite, é completar algo que falta  na vida do(a) outro (a) de ser feliz, não pela metade e sim por inteiro. Sem cobranças. O grandioso Rubem Alves já dizia: “Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar”. E mais adiante ele diz: “Qualquer tolo sabe que o pássaro só fica se estiver na gaiola. O amor é cola fraca para produzir um casamento duradouro porque no amor vive o maior inimigo da estabilidade: a liberdade. É preciso que o pássaro aprenda que é inútil bater asas”. A realidade dói porque tem sempre um nessa relação na expectativa do amor eterno.
Vamos viver juntos e amar até quando puder...


Profº Mestre - Celso Lacerda

sábado, 2 de novembro de 2013

REFLETINDO UM POUCO SOBRE A MINHA HISTÓRIA DE VIDA NO DIA DAS CRIANÇAS.

E hoje sou um espectador da minha própria história. É como se estivesse quase no alto de uma montanha olhando lá de cima e trazendo todo o meu caminhar pela minha história. Sei que meus traços da infância estão lá embaixo da montanha, mas o meu “eu criança” me acompanha todos os dias, mesmo com tantas responsabilidades.

Celso Lacerda

SER PROFESSOR!


Ser professor é ser professor de verdade para com seus alunos e alunas. É abraçar a diversidade nesse mundo adverso. É ver seu aluno (a) como ser integral conhecendo a sua realidade, a sua linguagem, as suas crenças, os seus valores e a sua proposta e vida.
Na minha condição de aluno muitas das vezes fui desprezado por alguns professores que não tiveram a delicadeza em respeitar o meu jeito de falar (gagueira) e me deixavam à parte. Mas eu só queria uma coisa que os meus professores me olhassem simplesmente como o seu “ aluno” .
Lembro-me que por várias vezes, quando a professora me perguntava sobre um determinado assunto debatido em sala, eu tentava responder, de forma resumida para economizar a voz, mesmo sendo capaz de expressar o que tinha absorvido de maneira mais completa e ilustrativa. A minha fala pontuava uma defasagem ( gagueira) de entendimento e era exposta quando eu respondia. Nesse momento, a professora dizia: “Fale direito! Você não disse nada com nada”. E aí me descartava. Alguns sorrisos se faziam presentes na sala de aula. Nessa hora, permanecia imóvel, respirava e baixava a cabeça, com vergonha de mim mesmo.
Deixo aqui para mim e para os meus colegas professores e professoras esse pensamento de Paulo Freire:
“O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
Agradeço a vocês meus queridos alunos e alunas do Curso de Ciências Contábeis por me aceitarem como o seu professor mesmo com as minhas limitações em me expressar. Cada um de vocês representa um troféu na minha historia de vida.
Celso Lacerda.

LEIA O LIVRO: EDUCAÇÃO, OBRIGAO PELO MEU FALAR.

ESCOLHAS



Ultimamente, tenho ouvido essa palavra “Escolhas” com mais intensidade e me veio à vontade de refletir sobre ela. Sei que ela me traz lembranças de um tempo em que a ouvia e não me acrescentava nada, pelo menos pelo interlocutor que a utilizava para satisfazer o seu próprio mundo utópico. E observe que, às vezes esse mundo faz até bem pra gente, nada de radicalismo. O que se tem noticia e de que a palavra “escolhas” significa preferência, referência por uma coisa entre outras, fazer uma escolha entre várias coisas: aquilo que se preferiu. E tendo ainda como sinônimos: alternativa, opção e seleção.
Para as pessoas terem alternativas na vida, é uma boa opção, todavia uma escolha impensada, radical, pode trazer uma aflição decorrente da opção escolhida e possivelmente um resultado ruim ou que deixa a desejar. Por outro lado, a psicologia diz que na teoria da escolha, todos podem assumir o controle da própria vida, mesmo que as escolhas anteriores tenham sido absolutamente equivocadas. Graças a Deus!
Por outro ângulo, posso até dizer que na minha reflexão em torno da palavra escolhas, percebo que ela tem sido mencionada ou vinda à tona de maneira que perde o seu significado original. Muitas das vezes, a depender de quem fala essa palavra ganha outros sentidos como, por exemplo: desprezo, indiferença e até mesmo: “ o problema é seu” . Observe que algumas pessoas, quando se deparam com outras que estão passando por alguma dificuldade, presenteiam essa pessoa com a seguinte frase: “São suas escolhas”. E aí, é como se lavasse as mãos e a indiferença bate o martelo. No livro Educação, obrigado pelo meu falar, eu digo que a indiferença é uma arma surda. Realmente só quem sente é quem é atingido.
A riqueza da língua portuguesa nos permite colocar essa palavra “escolhas” nas mais variadas posições e dando-lhes muitas interpretações, seja na aquisição de bens, nos caminhos a percorrer, nas cores, nos tamanhos, nos presentes e outras. Observe que esta frase: “ são suas escolhas” nunca foi dita na vida numa posição de sucesso de alguém. Ela está sempre atrelada ao insucesso e ao desdém. Interessante é que, as escolhas que foram decididas por pessoas que obtiveram sucesso só pertencem a elas mesmas. Mas tem momentos em que a palavra “ Escolha” se apresenta como uma arma apontada para nós mesmos e com o nosso próprio dedo no gatilho. Ora acionamos esse gatilho e ele não dispara tudo bem, permanecemos no palanque dos donos da verdade, e ora ele dispara e matamos a nós mesmos.
Já dizia o grandioso escritor Pablo Neruda: "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências."
Cuidado para não está usando a palavra “ escolhos” pensando que é a palavra “escolhas”!
Celso Lacerda